
Neste 7 de outubro, Dia do Algodão, Lagoa de Pedras celebra uma parte marcante de sua história. No século passado, o município foi referência no cultivo de algodão, cultura que transformou a economia local e garantiu sustento a centenas de famílias. O chamado “ouro branco” movimentava o comércio, fortalecia a agricultura familiar e simbolizava prosperidade na região agreste potiguar.
Com o passar dos anos, a chegada do bicudo-do-algodoeiro, uma praga que atingiu diversas plantações pelo Nordeste, provocou a queda repentina da produção e praticamente extinguiu o cultivo no município.
Agora, Lagoa de Pedras vive um novo momento. Em setembro deste ano, a gestão municipal promoveu uma palestra com o Instituto Casaca de Couro, incentivando os agricultores familiares a retomarem o cultivo do algodão agroecológico. O projeto oferece garantia de sementes e certificação da produção, fortalecendo práticas sustentáveis e abrindo novas oportunidades de renda no campo.
Produzido sem o uso de agrotóxicos, o algodão agroecológico valoriza a preservação ambiental e atende a um mercado cada vez mais consciente, além de manter viva uma tradição histórica do município.
Em escala nacional, o cenário também é promissor: em 2025, o Brasil voltou a ocupar o posto de maior produtor de algodão do mundo, reafirmando sua força no agronegócio e servindo de inspiração para municípios como Lagoa de Pedras, que agora buscam aliar tradição, sustentabilidade e desenvolvimento rural.
O algodão, que um dia foi símbolo de riqueza e trabalho, volta a florescer — desta vez com um olhar voltado para o futuro e para a valorização da agricultura familiar.
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