A Reforma do Imposto de Renda aprovada pela Câmara dos Deputados traz novidades importantes que vão mexer diretamente com a vida dos produtores rurais de Lagoa de Pedras e de todo o agreste potiguar. As novas regras entram em vigor em janeiro de 2026 e prometem aliviar quem ganha menos, mas também exigem mais atenção de quem movimenta valores maiores na atividade rural.
Um dos pontos mais comemorados é a ampliação da faixa de isenção: quem recebe até R$ 5 mil por mês não vai mais precisar pagar Imposto de Renda. Isso pode beneficiar pequenos produtores da região, que vivem basicamente da agricultura familiar e têm uma renda mensal dentro desse limite.
Já para quem tem renda acima de R$ 50 mil por mês, a reforma cria uma tributação mínima de até 10% sobre determinados ganhos, incluindo lucros e dividendos. Para médios e grandes produtores do agreste, essa medida pode significar aumento de custos, principalmente em anos de boa safra.
Os agricultores de Lagoa de Pedras podem ficar mais tranquilos quanto a um ponto: o imposto continuará sendo calculado pelo lucro real — ou seja, descontando os custos de produção. Isso evita que o produtor pague mais imposto em anos de safra ruim, de estiagem ou quando o preço dos insumos estiver alto, algo bastante comum na realidade local.
Além disso, investimentos típicos do agronegócio, como títulos de crédito (LCA, CRA, entre outros), ficarão de fora da tributação mínima. Esse detalhe é visto como uma vitória do setor rural, que tem forte peso econômico em todo o Rio Grande do Norte.
Com a nova lei, os produtores da região terão que ter maior organização contábil, guardando notas fiscais e comprovando gastos com clareza. A expectativa é de que muitos passem a buscar mais apoio de contadores especializados em agricultura, para não correr riscos de pagar valores além do necessário.
O projeto segue agora para o Senado Federal, onde pode sofrer alterações. Se for aprovado sem mudanças, passa a valer já em 2026.
Em Lagoa de Pedras e cidades vizinhas, onde a economia gira em torno da agricultura, a reforma do Imposto de Renda terá impacto direto no dia a dia dos produtores. Para os pequenos, pode representar alívio no bolso. Para os maiores, exigirá planejamento e mais atenção às finanças, garantindo que o campo continue sendo um dos motores da região.